Exercícios Resolvidos Fonética e Fonologia

Exercícios resolvidos de fonética e fonologia

Fonética e fonologia são dois temas que muitas vezes são negligenciados pelos alunos na hora da preparação para o Enem, vestibulares e concursos públicos. Por isso, trouxemos alguns exercícios de diferentes provas para que você possa treinar um pouco.

Vamos lá?

1. (PUC-SP) Nas palavras enquanto, queimar, folhas, hábil e grossa, constatamos a seguinte sequência de letras e fonemas:

a) 8 – 7, 7 – 6, 6 – 5, 5 – 4, 6 – 5

b) 7 – 6, 6 – 5, 5 – 5, 5 – 5, 5 – 5

c) 8 – 6, 7 – 5, 6 – 4, 5 – 4, 5 – 4

d) 8 – 6, 7 – 6, 6 – 5, 5 – 4, 6 – 5

e) 8 – 5, 7 – 6, 6 – 5, 5 –  5, 5 – 5

Resposta: alternativa d) 8 – 6, 7 – 6, 6 – 5, 5 – 4, 6 – 5

2. (Unifesp) A questão a seguir é relacionada a uma passagem bíblica e a um trecho da canção “Cálice”, realizada em 1973, por Chico Buarque (1944-) e Gilberto Gil (1942-).

Texto Bíblico

Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a tua seja feita! (Lucas, 22)

(in: Bíblia de Jerusalém. 7ª impressão. São Paulo: Paulus, 1995)

Trecho de Canção

Pai, afasta de mim esse cálice!

Pai, afasta de mim esse cálice!

Pai, afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue.

Como beber dessa bebida amarga,

Tragar a dor, engolir a labuta,

Mesmo calada a boca, resta o peito,

Silêncio na cidade não se escuta.

De que me vale ser filho da santa,

Melhor seria ser filho da outra,

Outra realidade menos morta,

Tanta mentira, tanta força bruta

………………………………………………

(in: www.uol.com.br/chicobuarque/)

Na língua portuguesa escrita, quando duas letras são empregadas para representar um único fonema (ou som, na fala), tem-se um dígrafo. O dígrafo só está presente em todos os vocábulos de

a) Pai, minha, tua, esse, tragar.

b) afasta, vinho, dessa, dor, seria.

c) queres, vinho, sangue, dessa, filho.

d) esse, amarga, Silêncio, escuta, filho.

e) queres, feita, tinto, Melhor, bruta.

Resposta: c) queres, vinho, sangue, dessa, filho.

3. (Unifesp) A questão a seguir é relacionada a uma passagem bíblica e a um trecho da canção “Cálice”, realizada em 1973, por Chico Buarque (1944-) e Gilberto Gil (1942-). [textos da questão anterior]

Entendendo-se por rima a identidade ou semelhança de sons em lugares determinados dos versos, nota-se, nas linhas pares da segunda estrofe de “Cálice”, que o único verso que frustra a expectativa de rima é

a) Como beber dessa bebida amarga.

b) Silêncio na cidade não se escuta.

c) De que me vale ser filho da santa.

d) Melhor seria ser filho da outra.

e) Tanta mentira, tanta força bruta.

Resposta: alternativa d) Melhor seria ser filho da outra.

4. (ENEM) Quando vou a São Paulo, ando na rua ou vou ao mercado, apuro o ouvido; não espero só o sotaque geral dos nordestinos, onipresentes, mas para conferir a pronúncia de cada um; os paulistas pensam que todo nordestino fala igual; contudo as variações são mais numerosas que as notas de uma escala musical. Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí têm no falar de seus nativos muito mais variantes do que se imagina. E a gente se goza uns dos outros, imita o vizinho, e todo mundo ri, porque parece impossível que um praiano de beira-mar não chegue sequer perto de um sertanejo de Quixeramobim. O pessoal do Cariri, então, até se orgulha do falar deles. Têm uns tês doces, quase um the; já nós, ásperos sertanejos, fazemos um duro au ou eu de todos os terminais em al ou el – carnavau, Raqueu… Já os paraibanos trocam o l  pelo r. José Américo só me chamava, afetuosamente, de Raquer. Queiroz, R. O Estado de São Paulo. 9 maio 1998 (fragmento adaptado).

Raquel de Queiroz comenta, em seu texto, um tipo de variação linguística que se percebe no falar de pessoas de diferentes regiões. As características regionais exploradas no texto manifestam-se

a) na fonologia.

b) no uso do léxico.

c) no grau de formalidade.

d) na organização sintática.

e) na estruturação morfológica.

Resposta: alternativa a) na fonologia.

5. (UFPR) Assinale a(s) alternativa(s) em que, na língua culta, há em todas as palavras o mesmo número de fonemas.

(01) chaves, quero, hábil, aguar.

(02) carro, quilo, água, desça.

(04) canhotos, tóxico, extrair, prosseguir.

(08) horrível, velhaco, crescer, excessos.

(16) classes, anexa, horrores, esquina.

Resposta: somatório 30 (02, 04, 08 e 16).

6. (UFSC) A única alternativa que apresenta palavra com encontro consonantal e dígrafo é:

a) graciosa

b) prognosticava

c) carrinhos

d) cadeirinha

e) trabalhava

Resposta: alternativa e) trabalhava

7. (UFRGS) Nos últimos 500 anos temos falado e escrito a língua portuguesa no Brasil. Nos primeiros séculos, apenas 30% dos habitantes falavam a língua de Portugal, e nem todos a escreviam. Os outros 70% …………… aloglotas, ameríndios e africanos. Foi necessário esperar até o século XVIII para que a língua portuguesa efetivamente se tornasse a língua majoritária do país.

Que língua é essa que falamos e que escrevemos (tão pouco)? Continua a ser o português europeu? Ou já falamos o “brasileiro”?

Tem-se notado que desde o século XIX ………….. a aparecer no português do Brasil alguns elementos fonéticos e gramaticais divergentes do uso europeu. Vejamos alguns poucos exemplos:

Pronunciamos todas as vogais que precedem a vogal tônica, como em telefone, enquanto os portugueses passaram a apagá-las, dizendo tulfón. Às vezes deixamos cair as vogais iniciais, como em tá, por está, mantidas pelos portugueses em seu modo característico de atender ao telefone: está? está lá? Também alteramos bastante a gramática. Para ficar só num caso: no quadro dos pronomes pessoais, mantivemos eu e ele para a primeira e a terceira pessoas, mas estamos substituindo progressivamente tu por você e nós por a gente. Vós desapareceu.

Significaria então que já nasceu a língua brasileira? Algumas dificuldades impedem uma resposta positiva, pois muitos dos fenômenos diferenciadores …………… já no português medieval. Indo por aqui, o português do  Brasil seria considerado mais conservador que o português europeu, e a pergunta então não é se temos uma nova língua por aqui, e sim por que “eles” mudaram a língua por lá… Muito provavelmente, o português do Brasil está combinando características conservadoras e inovadoras, seguindo, nisso, uma direção distinta daquela do português europeu.

Adaptado de: CASTILHO, Ataliba T. de. Seria a língua falada mais pobre que a língua escrita? Impulso, Revista de Ciência Sociais e Humanas, São Paulo, UNIMEP, v. 12, n. 27, p. 85-104, 2000.

No terceiro e no quarto parágrafos do texto, o autor faz referência a uma oposição entre dois níveis de análise de uma língua: o fonético e o gramatical.

Verifique a que nível se referem as características do português falado em Portugal a seguir descritas, identificando-as com o número 1 (fonético) ou com o número 2 (gramatical).

( ) Construções com infinitivo, como estou a fazer, em lugar de formas com gerúndio, como estou fazendo.

( ) Emprego frequente da vogal tônica com timbre aberto em palavras como académico e antónimo.

( ) Uso frequente de consoante com som de k final da sílaba, como em contacto e facto.

( ) Certos empregos do pretérito imperfeito para designar futuro do pretérito, como em Eu gostava de ir até lá por Eu gostaria de ir até lá.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

a) 2 – 1 – 1 – 2.

b) 2 – 1 – 2 – 1.

c) 1 – 2 – 1 – 2.

d) 1 – 1 – 2 – 2.

e) 1 – 2 – 2 – 1.

Resposta: alternativa a) 2 – 1 – 1 – 2.

Espero que esses exercícios tenham ajudado você a praticar e testar seu conhecimento em fonética e fonologia. Se tiver dúvidas e quiser aprender mais sobre redação e gramática, acesse meu site e inscreva-se para receber meus conteúdos!

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